Tem uma música que diz assim: 'eu acertei o pulo quando te encontrei'. E essa música hoje, define tudo o que eu sinto pra você, por você. Você tem a palavra certa pra me fazer feliz, me fazer sair de um estado de inércia pro de amor, em poucos minutos. Do nada. Mesmo que alguns achem que é loucura, que é arriscado, que é insano, eu gostei de você! E quero fazer dar certo. Quero gostar do seu cheiro, do jeito como você faz, do jeito que você vai me olhar me fazer feliz. Tudo isso! Só que pessoalmente. Adoro seus chiliques, seus ataques de ciúme, sua birra, o modo como você me chama, o modo que eu imagino que vai ser quando estivermos juntos. O modo que você é pra mim, mesmo longe mesmo tão subjetivo, mas que me faz tão bem. Me faz de novo acreditar que existe alguém, mesmo que seja a alguns mil quilômetros de mim, mas, que foi capaz de me fazer me entregar de novo, só que desta vez poder falar tudo que sinto, sem barreiras ou tabus. Sem mentiras, sem disfarces. Sem maquiagem. Mesmo que tudo isso que a gente esteja construindo possa vir um dia a ruir, eu já me sinto infinitamente e realizada de acertar esse pulo, de poder dizer pra alguém a palavra certa, no momento exato e ouvir tudo de volta. Você, por si, responde a pergunta: Como pode alguém fazer falta num lugar que nunca esteve? Proponho-te a tentar comigo, a errar comigo, a me amar, em troca. Com meus erros e defeitos, com toda gana de fazer acertos... E eu? Eu te digo de novo, eu acertei no pulo quando te encontrei, e é tão feliz contigo...
segunda-feira, 19 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
uma vez ele me contou..
Uma vez ele me contou de um céu, cheio de nuvens e azul, bem
azulzinho, como fosse aquele azul que a gente quando pequeno escolhe pra pintar
o céu. Ele me contou de uma forma tão fabulosa, tão real e tão comestível, que
reproduzi de forma terna e impecável aqui, na minha mente. E só pelo fato de
escrever isso nas primeiras linhas desse texto falando sobre ele, se torna
evidente. Em poucas letras, ele sabe contar uma história. A sua gana por ir
atrás do almejado é tão linda, tão deliciosa, que parece mais uma aventura contada
por Almodóvar, inclusive este, ele que me apresentou. O cara me fala de umas
coisas de uma forma tão capitulada, com vírgulas e pontos e olhos e mais ainda
- pupilas dilatadas, que me joga da sala, sentada no sofá, direto pra um filme,
onde assisto uma cena dele sentado numa árvore, dele numa festa, dele no rio, e
até na macumba, que é quando me encolho no sofá, por medo. Cada sentimento ali,
administrado por cada palavra. Cada gesto com a mão e seu entorno, diga-se de
passagem, magro e esguio, como canetas, escrevem uma história, e por hora
estórias também, que ele inventa pra me arrancar risada espontânea, surto
psicótico, acesso de raiva, sexo, amor, e umas coisas tão ‘inesentivéis’ (algo
que não se sente) que saio cansada. Se fosse ser decomposto, teria nuvens, da
cor daquelas do quarto e da camisa que ele me deu. Teria olhos de Capitu,
quando de ressaca estava. teria dentes, escovados e escovados e escovados, de
modo doentio. e mais que tudo, teria sua mãe, descrita em suas entranhas e
exposta feito tatuagem no ombro, no olho e no reproduzir que tudo move. Ou
seja, a gente paga pra ver, senta pra assistir, participa, sofre do coração,
chora, briga, fica de birra, raiva, tem saudade e saudade e saudade, tem
alegria e espera o desfecho mais lindo pro filme tão carrossel. A vida dele tá
com compasso de idas pra extremos, da cidade grande pro sertão, do sertão pro
mundo... de certezas pra incertezas de gostos e desgostos, mas, como já dizia
meu pai, ‘começar por baixo feito mola, pra subir mais alto’ E ele, mola, que
tem até o formato anatômico da tal, não há de ser diferente. Hoje, nesse
contexto, em outro, ou outro meio, não se faz importante quando se sabe que a
mola vai saltar, e alto. A sorte dele é lançada pra onde ele quiser que ela vá,
ou não.
Douglas, por Flávia
Recife, 12 de março de 2012.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
cronometro.
Às vezes você não se dá conta que ama tanto uma pessoa, a não ser que ela não esteja mais ali, pra ser amada. o certo mesmo, é amar, como se fosse a última coisa a se fazer na vida, nada de pular de pára quedas, ou ainda, viajar o mundo todo... pra quê conhecer mais se não consegue amar ninguém de forma plena? Amar quem tá aqui, do seu lado, com defeitos e abusos, e cismas e erros, amar quem te ama e quem merece ser amado. Dedicado a quem lê.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Allie.
Você não fazia ideia do potencial de amor por ela, nem teve tempo de pensar, quando olhou pra dentro de si, tava lá.. tanto amor, escorrendo como água ou não, água é tão 'banal'.. ter ela pra mim, é como fosse uma coisa que você não sabia nem que queria mas, quando tem, sabe que nunca quis não ter. Aí num meio de confusões de coisas e palavras e atos e fatos, eis que ele vem com uma vassoura grande e com pelos pra varrer com tudo e dizer quem manda! O amor, o famigerado amor, o amor faxineiro e ao mesmo tempo diretor. chefe do orgulho, ao mesmo tempo que o promove, o demite facilmente. Tem aquela sala bem grandona com um computador moderno, o melhor! a melhor poltrona e quando quer algo, liga pra secretária: manda a mão pegar na mão. e assim, segue. O meu amor por ela é uma coisa conquistada por dias, segundos, minutos e inestimavelmente transcende. ela gosta dessa palavra. O meu amor por minha menina é uma coisa do tipo que eu sei, tá escrito de caneta de marcar alma e vou sempre tá torcendo pra ela, sem trapassas, com clareza, com sinceridade e um pouco de ciúme, que ninguém é de ferro. te amo como uma irmã, ou mais, porque as que eu tenho não provém de meu intermédio. Te amo e fim.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Sobre amor e algo diferente disto.
Encontrar alguém interessante nem é tão difícil, fazer com que este ser interessante te note, também não. O difícil, minha cara amiga, é gostar deste ser interessante que gosta de você. Aquele que nem é tão descolado, nem tão legal, nem tão 'combinável', nem tão bem afeioçado, até te olha, mas, logo em seguida vai embora e te deixa aí, com essa ferida interna tão exposta quanto uma cicatriz no rosto. O que fazer? sei lá! Acho que na verdade essas coisas que a gente não quer mas, sabe que vão acontecer, não tem muito paleativo. O jeito na verdade, é fingir que não dói e de tanto fingir você acaba acreditando que realmente não está mais doendo.. não sei a solução..
Encontrar alguém interessante nem é tão difícil, fazer com que este ser interessante te note, também não. O difícil, minha cara amiga, é gostar deste ser interessante que gosta de você. Aquele que nem é tão descolado, nem tão legal, nem tão 'combinável', nem tão bem afeioçado, até te olha, mas, logo em seguida vai embora e te deixa aí, com essa ferida interna tão exposta quanto uma cicatriz no rosto. O que fazer? sei lá! Acho que na verdade essas coisas que a gente não quer mas, sabe que vão acontecer, não tem muito paleativo. O jeito na verdade, é fingir que não dói e de tanto fingir você acaba acreditando que realmente não está mais doendo.. não sei a solução..
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