terça-feira, 25 de novembro de 2008
É que eu passei do ponto
E eu me joguei embora..
Fui no lixo, e voltei (voltei?). Passei a vida inteira esperando, terminei por desistir. E hoje, com meus 15Kg de osso e cabelo, vivo aqui nessa catacumba pequena, escura, fria.. e pasmem, eu nem tenho medo. Suspeitei que vivi razoavelmente bem, porém, sem apego, e agora me arrependo deste desprendimento todo que me tomava conta antes da morte. Viver é melhor !! aconselho, se apeguem a vida e vivam intensamente de fato. Hoje acredito piamente na intuição do ser humano em saber o que será bom ou não para si mesmo. Daí me entorpeço de 'deveria' de 'se eu tivesse feito' e me arrependo de não ter me cuidado mais, de não ter rejeitado a morte.. de não ter optado por viver. Mesmo sabendo que ela é uma certeza e que essa danada vem de qualquer jeito (em todos os sentidos) eu me arrependo, confesso, de não tê-la temido.. Talvez hoje (pelo menos hoje) não estaria aqui 'morrendo de frio' (se é que seja possível morrer duas vezes), talvez eu tivesse mais um dia de vida e viveria bem direitinho pra não bater esse arrependimento tão grande. Mas, daí é tarde e Inês (mas, não só Inês, pobre Inês) é morta e hoje vivo aqui só.. e garanto amigos, a pior parte é não ter o que fazer e pensar na vida, com saudade e melancolia.
Epitáfio.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário