quinta-feira, 28 de junho de 2012

A pele crua que habito.

Parafraseando Otto, 'Há sempre o lado que pese e outro lado de flutua', e eu digo que é a frase que mais cabe para todo tipo de amor que já ouvi no rádio. Como fosse trilha, já embalou o romance onde parece mais que foi composta para ele e virou parâmetro, tão cheia de amor e das maiores partes dele - a parte que dói, faz a gente fechar o olho quando ele berra que 'ela fudia'.. Noutra frase, ele conta que ela tem a pele 'crua' e escutar isso sem se ver refletido faz-se impossível, a gente sempre se imagina como quem acusa: 'você é crua' ou buscando uma boa desculpa para acusação de sê-la, de ser a tal 'crua'. Crua pela cor da pele- sem cor, sem a parte que o fogo deveria ter batido. Crua pela simplicidade ora vista como inocência, genuinidade ora crua de ser simplesmente sem graça. Crua pelo cheiro, que entorpece ou fede, crua em cor, em amor, em dor. Crua, crua sem dó. O modo como você interpreta te diz, como fosse um teste prático, se você se vê pneu reclamando de toda carga, ou se só sabe que não está voando quando vê o caminhão passar.. 'há sempre o lado que pese e outro lado... que flutua!'. 

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