terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sobre o mar.

A pior parte disso tudo é ter que te matar, como se fosse uma morte por acidente de carro ou alguém que foi atravessar a rua e morreu. A pessoa passa do estado de 'ser mais querido' pra 'alguém que definitivamente precisa sair do seu coração, pra você viver em paz'. você se dana a se apegar por momentos e coisas e gestos e frases dos  dias mais terríveis onde esta pessoa era protagonista, é a porta que sustenta a mocinha do titanic. O mar todo!! há um mar todo de memórias e saudade.. e saudade.. e saudade.. de quanto e como era confortável ter um travesseiro, de não precisar começar de novo a navegar, você já estava no meio do oceano!! e de repente se vê lá.. a deriva. É uma preguiça de sair aos sábados, toda enfeitada, conhecer as pessoas e até fazer charme, é um saco! eu queria era assistir a qualquer filme, enfiada no seu short maior que eu 3 vezes, prender o cabelo de qualquer jeito e saber que ali, eu tô em casa. Mas aí eu penso, epa, eu posso tudo isso de novo! É foda sair do meio do mar, ser resgatada, ir pra beira da praia confortável, arrumar o barco e navegar de novo...pra quê?! mas é que a gente é feito de memórias boas, elas são as que nos movem. Eu tô neste momento à deriva, agarrada a uma porta velha, caquética, mas eu tenho um apito :) e vai doer, vai ser difícil de imaginar que o meu lugar lá no barco já tem outra pessoa, mas quem disse que eu não posso ter um barco só meu? novinho, lindo e brilhante?! Eu tenho fé, eu tenho amor, pra mim, pra quem merecer e ele, não é mais seu, foda-se.

memórias de um dia difícil, mas só por hoje eu não quero mais você.

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