"Desculpa eu lhe perguntar
Ele já é falecido?
Deus me livre, não senhora!
É vivo, jovem e nutrido
E o que eu sofri por ele
Já dava pra ter morrido"
Eu te vejo nas minhas incertezas. Te vejo no passado (in)construído. Te duvido, te dedico, te revivo, te cato, te distribuo, te mastigo e te digerir não parece... mas é impossível, dói, você é grande demais pra passar na minha garganta. Essa minha ânsia que nem mochila cheia de livros, minha nova ânsia de saber o que será, minha ânsia que fez aniversário: de um final feliz. Minha ânsia pra que isso tudo passe bem rápido igual aquelas semanas: que quando se vê é sábado, natal e são joão, ânsia desgraçada! Do mesmo modo, ao fim da ceia, são ciclos que eu nunca fecho, vivo na marcha ré só gastando gasolina. Eu moro em labirintos, labirintos e labirintos que já decorei o caminho que não consigo sair. Até os próximos sentimentos que vou conviver, eu sei. Tô entendiada, tô nervosa, ando apreensiva e em busca de alguma coisa que seja você - frustração - você nunca tá lá, eu procuro você sabendo onde você não está, se tornou um vício, tô doente.
Passa, não posso dizer que tá igual, que tô imersa.. eu tô navegando num mar de ondas bravas, remo bem muito e fico horas de maré mansa, pescando, tomando sol, aí vem onda gigante, justamente quando pesco o peixe grandão e me arremata pra trás - Volte! você precisa estar aqui - eu perco o peixe e me vejo sozinha de novo, como no jogo: volte 6 casas e fique sem jogar 1 rodada, esta sou eu, minha ânsia, meu barco, minha onda e meu amor, minha doença. Tá difícil conviver com meu afogamento, mesmo estando em cima de um barco, afogar é a palavra que mais adéquo. Me afogo nessa horrível sensação de: E o que eu sofri por ele já dava pra ter morrido, e só dói (de novo).
Nenhum comentário:
Postar um comentário